Thursday, May 29, 2008

dupla de 2.

Para toda faculdade, um projeto final. Para uma grande amizade, quase o fim.
E assim eu defino a grande cilada de fazer TCC junto com um grande amigo. Ou voce perde o amigo durante o projeto ou ficara a certeza de uma amizade para todo o sempre.
A gente brigou, chorou, mandou email mal educado, mas nao existe o quanto a gente se ama.
E para mais um episodio, ele veio para NYC, a cidade que nunca dorme, mas tira seus cochilos.
Alegria de dividir momentos e fazer piadas que so a gente entende. De casar no cassino, de hotel com carpete, de bagel, de balsa, de Central Park e de muita risada.
Que delicia de fim de semana Giu. Volta?

Saturday, May 17, 2008

O-que- eu- quiser.


Para quem ainda nao sabe, dei uma de Renata Mancebo Tavares e perdi a minha camera fotografica. Confesso que por um momento pensei em duendes, porque pelo que eu me lembre, a maquina estava bem ali do lado do abajur. Mas, depois de muito procurar, resolvi jogar a velha pro astral ( ou para od duendes) e comprar uma nova.

Comprar um novo cartao de memoria e um novo case nao e assim tao legal, custa caro e da raiva porque nao e a primeira vez que se gasta dinheiro com isso, mas deixando os valores materiais de lado: minha nova camera so falta falar, ela faz tudo-o-que-eu-quiser.

O divino ocio.


O nao fazer nada cansa, sempre me cansou. Mas quando sempre se faz tudo, o nao fazer nada fica bem vindo. Principalmente quando nao se faz nada deitada na grama do Central Park, mesmo se voce esqueceu a canga.

Percebi que o meu amor por NY aumenta conforme a temperatura. O calor faz com que o Central Park vire um parque de diversoes para os olhos. Tem de tudo um pouco. Tem as maes correndo atras de seus respectivos filhos, tem os casais que se amam loucamente, tem os que apreciam um bom livro embaixo da arvore, tem as de biquini, tem as sem biquini, tem a juventude, a terceira idade e tem umas tipo Marianne que vao simplismente para nao fazer nada.



A rua sem saida.


Por aqui, a primavera privelegia os ricos. A praia fica restrita ao moradores ao redor. Eu adoraria fazer umas faixas do tipo: Praia para todos, ja! Mas, eu moro nos arredores, portanto tenho passe livre e vou a praia todos os dias, faca sol ou faca sol, porque na chuva eu nao vou.

Ta, porque falei tudo isso? Porque certo dia esqueci total dessa onda de que so se vai a praia caso tenha o cartao de identificacao e convidei a Mafalda para uma tarde a beira mar.

Executei o plano B, sem praia mas com direito a uma caminhada sem rumo.

E para a minha alegria, descobri que o vizinho tem uma praia mais particular ainda, e acho que isso ainda e segredo porque ate chegar a essa praia eu fingi nao ler umas duzentas placas de: Nao entre, area privada.

Ainda bem que eu entrei e agora virei socia desse visual. Afinal, nao enxergo muito bem as placas, to sem oculos.

Esse tipo de view me faz amar, querer casa, cachorro, filhos, um jardim, a cadeira do amor e uma praia particular.

Saturday, April 26, 2008

Minhas coisinhas.


Whitaker, Alden e Farran. Tudo bem, eu confesso que preciso de ferias. Preciso de ferias tipo urgente. Toda aquela paciencia do comeco se perdeu por ai. A imaginacao para brincadeiras se perdeu junto com a paciencia, deram a mao e sairam andando.
Eu culparia o cansaco fisico. Mas quando penso melhor vejo que o cansaco e mental. Cansaco de nao usar inteligencia e nem as coisas que aprendi na faculdade.
Uso minha inteligencia agora para compreender as musicas infantis. Um dia desses pirei na musica Nana nenem que a cuca vem pegar. Porque se voce nao tiver nada melhor pra fazer e analisar bem assim como eu fiz nao tem sentido algum cantarolar essa musica pra crianca. Vam
Nana nenem que a cuca vem pegar: Ou seja, voce fala pro nenem dormir mas avisa que a cuca ta vindo. Papai foi pra roca e mamae foi trabalhar: Quer dizer ( pro nenem), nao tem ninguem em casa e a cuca ta vindo me pegar. ou seja, o nenem se fudeu.
Depois de cantar muito essa musica pra Farran eu me dei conta de que essa nao e uma boa musica. Ate porque, ela nao dorme de tanto medo da Cuca.
O Alden e o Whitaker estao grandes, um pouco rebeldes e descobrindo a televisao, o que significa que eu agora sou um personagem secundario. O Alden esta vivendo uma verdadeira paixao pela amiguinha do colegio que chama Ryle. Tudo agora e essa Ryle. Tem dias que ele fica quieto no carro e eu pergunto : Alden, ta pensando no que? E, essa mnini pessoa me responde soltando um longo suspiro que nao consegue parar de pensar na Ryle. E o mais interessante 'e que Whitaker, que parece um gravador e repete tudo que o que o irmao fala, fala assim: Marianne, eu nao consigo para de pensar no Peter. Tem coisa mais linda do que isso? Eu amo a inocencia do Whitaker. Alias, 3 anos e uma idade pra acompanhar evolucoes. As mudancas sao da noite para o dia, inclusive pra pior. Nao tem sido facil e o piro de tudo e que quanto mais chatinho ele fica mais eu gosto dele.
A Farran ta numas agora de fazer barulhos. Ela ta a coisa mais deliciosa. Deliciosa e pesada. E para nao cantar musicas assustadoras, to cantando muito Chico. Ela solta gargalhas quando eu canto ciranda da bailarina.

Para o alto e avante. Vrummm!


Me engana que eu gosto. Era assim que eu me sentia toda vez que abria essa pagina e escrevia.
Era escrever e escrever para apagar. Nao tinha fundamento e nada fazia sentido porque no meio de tantas palavras, eu me perdia.
A sensacao era de coma. Um coma de olhos abertos, onde se faz tudo mas nada tem graca. Uma coisa meio anestesia geral. E por isso me fiz ausente, porque quando se esta em coma, voce nao tem vontade de falar. Principalmente se voce e do tipo que sempre fala a verdade e nao sabe mentir. Sumir e nao dar noticias durante esse tempo de anestesia geral nao foi legal, mas foi extremamente necessario, nao me pergunte o porque.
Apesar do coma, continuei vivendo. Novos lugares, novas pessoas, alguns eventos e mesmo assim, uma vontade de nao sorrir. E nem culpar o frio eu podia mais ja que tudo o que tem ao meu redor sao flores de primavera.
Tudo o que eu pedia estava ali. Praia com sol, bicicleta com musica e poder sair sem jaquetas.
Dei um chega pra la nisso e mudei, pela decima terceira vez as energias. E descobri que por amis Brasil que eu descobri que sou, vou ser americana nesses ultimos quatro meses. Porque se eu bem me conheco, quando eu estiver de volta vou ficar em coma por nao estar na America, mesmo com as jaquetas.
E depois dessa ausencia ultra silenciosa, volto pra dizer que eu to feliz. E tudo porque eu voltei a ser Marianne. Nao, e por mais uma coisinha muito da boba que que fez total diferenca: Baixar o capo do carro, pegar a estrada com o cabelo esvuacante. Juro, parece que esse vento que eu tomei me acordou do coma. E eu reagi.
OBRIGADA VENTO. IUPI!

Saturday, March 8, 2008

Pela metade.

Quando fomos apresentados eu nao tinha ideia do que aconteceria. Eu nao tinha a menor ideia que a partir daquele dia eu iria acordar cedo pra viver o mundo e me jogar em tudo aquilo que nao fosse sono. O famoso desconforto confortavel que a taquicardia nos proporciona virou uma constante. Desde o dia que fomos apresentados, quando tudo o que eu menos queria era amar.
Eram sete dias pra viver aquele amor. Poderia ate mesmo ser o nome de um filme: O amor de sete dias. Mas nao se controla o coracao como se controla o movimento de uma perna. E nao se ama com dias contados, nem pra ida e nem pra volta.