Friday, February 15, 2008

Ate o fim.

Entre tanta coisa que aconteceu nesses ultimos dias eu nao sei por onde comecar. Eu escrevo e apago, escrevo e apago porque acho tudo muito confuso ou tudo muito melancolico.
Eu cai na cilada de me fazer algumas perguntas. Daquelas de quando se tem 15 anos e o futuro esta la longe. O problema e que aquela pergunta de o que eu vou ser quando eu crescer, ja nao serve mais, eu ja estou crescida. Bateu um desespero de que as mesmas perguntas de anos atras ainda nao tem resposta e aquelas que ja tinham resposta, a resposta nao e mais a mesma.
Tudo muito maluco, misturado com uns medos que nunca tive. Medo de ser esquecida, medo de perder grandes eventos e medo de voltar e os problemas estarem la.
Alem disso, muita coisa ao mesmo tempo, muita informacao e muito sentimento misturado resultou na pior bad trip da minha vida. E dessa vez eu optei por sofrer ate o meu limite.
Chorei ate nao ter mais lagrima, pensei ate queimar meus botoes e finalmente encontrei quem eu estava procurando: A lucidez.

Monday, February 4, 2008

Fevereiro.


Desde quando aterrissei aqui, cinco meses atras, me falaram sobre esse tal mes de Fevereiro.

Fevereiro e o mes mais frio que temos por aqui e isso implica em menos vontade de sair na rua, mais vontade de comer e mais saudade do Brasil, principalmente quando voce quer conversar com seus amigos e eles nao estao porque estao em algum canto do mundo comemorando o carnaval.

Eu nunca tive medo de mes. Mas eu sinto que essa espera por fevereiro acabar nao tem me feito muito bem. Nao aguento mais usar 3 calcas e sentir frio, nao aguento mais querer comer chocolate e nao aguento mais perder luvas.

Adoraria dormir e acordar quando fevereiro acabar, mas pra ser mais sincera, adoraria nao ter ouvido nada sobre fevereiro quando cheguei por aqui, ou melhor ainda, adoraria poder controlar minha mente e fazer de fevereiro uma festa.


Friday, February 1, 2008

Americanos.


A Giose namora um Americano. Foi ele quem me buscou no metro quando pisei em George Town. E por ele e por umas conversas que tivemos mudei meu conceito sobre americanos.

Sim, eles podem ser inteligentes e legais. E gentis.

E eu fiquei assim como nessa foto, uma vela ambulante durante meus dias de Washington DC.

DC, o paraiso.




Me disseram que Washington DC era para ser visitada se vc estivesse com pique de museus.

Por toda a importancia que a Capital do Estados Unidos carrega, imaginei que passaria meus fins de noite colocando os pes para cima, de tanto andar pelos museus.

Mas, conheci com outros olhos.

Coloquei a mochila nas costas e enfrentei a viagem de 5 horas, que poderia ter sido mais longa nao fosse o negao que queria saber tudo sobre a minha pessoa. Eu, que falo pouco, desenbestei e passei boa parte da viagem falando, falando e falando. As vezes ouvia um shiuuu, porque viajei na calada da noite e as pessoas queriam dormir.
Uma breve observacao: eu nao sei como podem dormir naquele onibus. Primeiro porque a chinesada que conduz o onibus da medo. Nao falam ingles, sao mal educados e dirigem mal.

Sorte de quem consegue dormir. Eu prefiro mesmo 'e falar.

Segui o roteiro da Giose, a amiga que me recebeu de bracos e coracao abertos. A familia Caruso, sempre mto anfitria, me recebeu com coxinhas. Isso explica o quao recebida fui e o quao bem hospedada fiquei.

Foram 4 dias fantasticos. De Casa branca, Capitol, Monumentos e museus. Mas muito mais que isso. Foram quatro dias admirando a beleza da cidade jovem, de pessoas bem dispostas e felizes.

Muita gente educada, muita juventude no ar e muita alegria de viver. Foi assim que via a cidade.

George Town, que foi onde fiquei 'e demais.O metro facilita a vida da cidade, que pra mim tem uma importancia maior agora.

Se eu fosse resumir diria que DC e uma cidade tanto da noite quanto do dia e que eu ao inves de colocar meus pes de molho por ter andado muito, coloquei meus pes na balada e nas noites maluconas que DC me proporcionou.

Obrigada Giose.

Wednesday, January 16, 2008

Tequila barata e curticao.






Mudei meus planos e nao fui para NYC como o combinado. Rolou uma preguica da minha parte e resolvi ficar pelas redondezas. Otima escolha. Resolvemos, mafalda e eu, dar uma vivida, aproveitar a juventude que nos cabe. Encontramos umas amigas dela, algumas que passaram o ano novo com a gente, num restaurante Chines malucao que vende bebidas a preco de banana.

Eu preferia ter comido uma banana eu acho, a tequila nao foi a melhor escolha daquela noite.

Seguimos de la para uma balada impagavel. Country music: Ihaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa.

Como eu amo a existencia de pessoas que amam country.Elas sao felizes e nao se acham brega.

Juro, se nao fosse a minha colica e um mal estar absurdo eu teria morrrido de tanto dar risada com todas aquelas pessoas dancando de um jeito ultra americano de ser.

A musica alta e um querendo cantar a musica mais alto que o outro. Juro, impagavel, so vendo para acreditar que isso existe e nao e um filme da Sofia Coppola.

Eu fui chatona e quis ir embora porque a colica estava insuportavel.

Dormi na casa da Mafalda e passei uma das melhores noites desde que cheguei aqui. Estava com saudade de escovar dente com a amiga do lado, de fofocar a noite toda e coisas assim, de amiga.

E percebi que a juventude que tanto busco, as vezes, tai, nessas pequenas coisas.

Para tia Tata.


Trago noticias da minha princesa, especialmente pra voce, que mesmo sem me conhecer me faz sentir querida.

Ela se chama Ferran. Nasceu pequenina e sem cara amassada como a maioria dos bebes. Tem um rostinho delicado e um cheiro delicioso de bebe. Tem, assim como os meus meninos, os olhos azuis. Tenho certeza que vai ser tambem tao linda quanto eles.
Desde que ela nasceu nao tive muito contato por conta de uma gripe que peguei e nao sarei ainda 100%, mas todo dia canto uma musiquinha pra ela e ela por incrivel que pareca , adora.Ela ja da seus primeiros sorrisos, que e a coisa mais deliciosa do mundo. Quem dera eu se ela so sorrisse, mas a bonequinha adora chorar. Chora muito e chora gostoso. Choro de bebe 'e tao verdadeiro que eu fico com vontade de chorar junto com ela.Hoje, pela primeira vez, embalei ela em meus bracos e a fiz sorrir. Fiquei por horas falando com ela e ela fica me olhando, com os olhos azuis arregalados e eu me controlando para nao sufuca-la de tantos beijos.

Tuesday, January 8, 2008

Welcome 2008.


Deixei as superticoes de lado. Usei calcinha velha e preto. Nao, nao por rebeldia. Simplismente porque aqui 'e dificil achar calcinhas que me agradem e porque no inverno ficamos mais esbeltas de preto.
Quase meia noite e nos estavamos na rua procurando o apartamento do amigo do Thi, no Brooklyn. Cada menina com sua bebida a tira colo, todas promentendo curtir ate o sol raiar.
Chegamos quase na hora da virada e nossa contagem regressiva foi menos pertubada do que a das pessoas que estavam e plena Times Square.
Happy New Year era o que desejavamos a todos que estavam naquele apartamento, repleto de quadros malucoes de mulheres nuas.
Um ap genial, gente do mundo todo e uma japonesinha maluca que tinha bebido todas e falava nada com nada.
Eu, nao poderia estar melhor. Repleta de amigos queridos, bebendo o que gosto e falando bobagem. Agradeco a presenca de Fernando Capeto, sem o qual meu ano novo ano teria sido tao engracado, ja que ele imendava um ingles com espanhol impagavel.
Subimos no roof ( telhado) para ver a vista privilegiada que tinhamos. Confesso que depois de beber uns goles a mais tive medo de descer as escadas e quase passei meu ano novo pra sempre no roof.
A palavra diferente nao sai da minha cabeca e por isso escrevo de novo que esse tipo de experiencia so me faz ver como o mundo e grande e o quanto eu preciso descobrir mais e mais.
Feliz 2008, pe direito e so energia boa. All we need is love.